Francisco Nunes


cirurgião da Liga Contra o Câncer

Nascido para operar

Na maioria das vezes que se fala em cirurgia na Liga Contra o Câncer o primeiro nome que aparece é o do Dr. Francisco Nunes Pinheiro Borges, ou, simplesmente, Dr. Nunes. Também, pudera, são mais de 30 anos atuando no centro cirúrgico do Hospital Luiz Antônio: “Hoje está uma beleza, todo mundo quer operar na Liga, é uma instituição muito respeitada agora. Mas quando eu voltei da residência, no início da década de 80, a coisa era para herói mesmo, eram muito poucos os que encaravam”, relembra Dr. Nunes. E foi no centro cirúrgico do HLA que houve a contaminação, no bom sentido. Foi por volta de meados dos anos 70, ainda como acadêmico, assistindo ao Dr. Ivo Barreto operar que percebeu que era aquilo que queria fazer, cirurgia oncológica. E foi do professor que ouviu a seguinte sentença, quando foi para a residência no INCA, no Rio de Janeiro: Vá, mas volte bom! Voltou bom. Aliás, muito bom, segundo dizem os colegas. Perguntado de onde vem a imagem de bom cirurgião, Dr. Nunes responde com sua simplicidade característica: “Não tem gente que nasce para ser jogador de futebol ou músico? Eu nasci para operar”. A calma ao falar, o jeito quieto de pescador (seu hobby preferido) pode dar a impressão de frieza. Mas é só impressão. Mesmo depois de tanto tempo na profissão, o envolvimento é o mesmo: “Não tem como não ficar tocado com as coisas. Chegar para um pai e dizer que precisa amputar a perna do seu filho e ainda assim não dar garantia de cura é algo que mexe demais”. Mas o saldo é gratificante: “É muito bom encontrar gente que eu operei há mais de 10, 20 anos, gente curada”. E quando vai parar? “Só quando não puder mais operar, daí eu vou pescar. Mas até lá, estarei por aqui, é isso o que sei fazer”.

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